MISTÉRIO DA JUSTIÇA A Lei 64-A/2008, de 31 de Dezembro, que aprovou o Orçamento de Estado para 2009, veio discretamente introduzir mais alterações (entre elas, novamente a data da sua entrada em vigor, que estava prevista para 5 de Janeiro de 2009 e já tinha estado marcada para 1 de Setembro de 2008) ao DL 34/2008, de 26.02 (que aprovou o Regulamento das Custas Judiciais), já entretanto alterado pela Lei 43/2008, de 27 de Agosto, e pelo Decreto-Lei 181/2008, de 28 de Agosto.
Perante este desgoverno do Ministério da Justiça, palavras para quê? Certamente ainda irão acusar os magistrados ou os advogados desta baralhação legislativa...
Do medo de envelhecer. Bom e amplo medo, imerso na lógica do modus tollens: 1) Se viver muito tempo chegarei a velho; 2) Não cheguei a velho; 3) Não vivi muito tempo. Se envelhecer significa viver muito, então o medo de envelhecer é apenas o medo de viver. A decrepitude e a solidão, as duas brigadas da velhice, só nos conquistam porque há muito vivemos numa cidadela amuralhada. Fazem um cerco ao qual resistimos como podemos. No final caímos como caem todas as muralhas. Foi bom enquanto durou.
Miguel Portas ( DN de hoje) defende os rockets palestinianos, porque "quando metemos um gato numa gaiola a primeira reacção do bicho é pôr as garras de fora". De facto. O que já é notável é o gato ter como único objectivo de vida exterminar o outro, os filhos do outro, a avó do outro e quem quer que passe ao lado do outro. Quer o outro o ponha numa gaiola ou não.
A julgar pela capacidade que têm em se autodestruir ( agora saiu o Filipe Moura), se estes moços fossem para a polícia acabavam com a tal organização num ápice. No entretanto tentam lançar as bases para uma salada grega. Boa sorte.
Adenda: o post inicial foi apagado e o João Branco explica porquê . Só ficou bem ao autor reconhecer que o texto inicial não era bom.
posted by FNV on 2:29 PM
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A EXTREMA ESQUERDA NA PELE DE CORDEIRO (II):
"(...) Não deveremos limitar-nos a uma denúncia global da justiça burguesa. O facto de a independência da magistratura não ser, com efeito, a maior parte das vezes senão um logro (...) deveria conduzir-nos à reflexão sobre os modos de a tornar efectiva".
(Felix Guattari, Das Liberdades na Europa, Centelha 1987)
Como? Talvez assim:
"Pergunta - Qual a vossa opinião acerca dos prisoneiros que estão no cárcere por tentarem incorporar-se no esquema capitalista?
Resposta -A prisão só tem sentido dentro do sistema capitalista. Pensamos que num sistema comunista cada atitude anti-social deverá ser discutida por todos os membros da comunidade afectada e a cada caso concreto deverá aplicar-se uma solução adequada.
Pergunta- Inclusive os fascistas que estão na prisão de Ciudad Real?
Resposta - Pessoalmente, consideramos que no caso dos fascistas de Ciudad Real lhes daríamos um tiro na cabeça e que vão comer no cu."
( Apelo da Prisão de Segóvia, Coordenação dos Grupos Autónomos de Espanha, Antígona, 1984)
É sempre bom conhecer a inspiração destes libertários. Tiro na cabeça para uns, terapia de grupo para outros.
ENTÃO É ASSIM: Saem e viram à direita para apanhar a Nacional 104. Entram na A3 em Trofa/Santo Tirso, viram em direcção à invicta cidade do Porto, calcorreiam uns quantos quilómetros e apanham a VCI em direcção à Ponte do Freixo. Podem aí aproveitar para dizer novamente adeus quando passarem no Estádio do Dragão, logo depois encontram a portagem dos Carvalhos e, num instantinho, estão novamente em Lisboa. Vão ver que não custa nada, parece muito tempo a matutar mas passa num instantinho.
posted by VLX on 10:35 PM
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STASIS BENFIQUISTA:
1) Quando os colaboracionistas - os Searas, os Cervans, os Vasconcelos, os Lobo Antunes e os da caixa de comentários deste blogue - forem pendurados, não me esquecerei de previamente os obrigar a rever estas humilhações sucessivas. Vão em paz mas não vão descansados.
2) Se for coerente com a sua mania de ter ideias diferentes do resto da sociedade, e depois da insistência catatónica em fazer do Amorim um extremo direito, o Sobrinho da Tia Lola ainda há-de pôr o Makukula na baliza.
3) O Léo saiu da equipa porque "não sabia defender". Ainda bem que não sabia. O irmão do Maniche pensa que sabe. O que é muito pior.
4) O Hugo Leal correu mais hoje do que nos cinco meses que esteve em Coimbra. Um prodígio.
5) Continuo a acreditar que ainda se pode fazer alguma coisa desta equipa de 26 milhões de euros. Ainda pode vir um indivíduo com ideias normais. Depois tratamos dos incompetentes e dos seus colaboradores: é preciso criar um Profintern paralelo ao Komintern.
Motivos para celebrar só terão aqueles que pregam a liberdade em Lisboa mas adoram o bastão em Havana. E, literalmente, os idiotas úteis: os que vêm de lá maravilhados com o sistema de saúde.
A propósito do massacre dos atletas israelitas nos J.O. de Munique levado a cabo pelo Setembro Negro:
"L' action de Septembre noir a fait éclater la mascarade olympique, a bouleversé les arrangements à l'amiable que les réactionnaires arabes s'apprêtaient à conclure avec Israel sur le dos du peuple palestinien. Aucun révolucionnaire ne peut se désolidariser de Septembre noir,comme s'il s'agissait de l'ivraie à dissocier du bon grain révolutionnaire."
Quem assinou isto ( Rouge, nº 171 de 1972 )* foi um tal de "Joseph Krasny". Nem mais menos do que Edwy Plenel, mais tarde chefe de redacção do Le Monde, ícone da imprensa livre, do altermundialismo e pacifista certificado. É sempre bom saber de onde eles vêm.
Pacheco Pereira consegue a verdadeira quadratura: "não vale nada", "cabotino," "pacóvio", "inchado de gravitas", "auto-centrado", mas depois irrita a imensa gente dos blogues - que assim o classifica - com as suas escolhas.
1) Muito silêncio em redor da colagem de Cavaco Siva ao discurso de Manuela Ferreira Leite: o endividamento, "falar verdade" ( a primeira aposta de MFL depois de ter ganho as directas), escrutínio rigoroso dos investimentos públicos, etc. É natural. Com os analistas e os jornalistas ( uma espécie de binómio cinotécnico em versão palavrosa) quase unânimes em considerar o discurso de MFL vazio e despropositado ,ser-lhes-ia agora impossível emendar a mão.
2) Numa sociedade de matriz patriarcal, ruralizada e católica ( a marca de água dos 700.000 funcionários públicos do centrão oscilante que decide as eleições), votar numa mulher é difícil. Ainda para mais quando essa mulher não nasceu do laboratório da esquerda gira e sólida como um balão. Por outro lado, o apelo do chefe, de quem já lá está, é muito forte.
3) Deve-se no entanto sublinhar que circunstâncias execpcionais produzem mudanças regulares. É assim nas nossas vidas quando descobrimos fraquezas ou forças insuspeitas. A crise poderá obrigar as pessoas a ponderar sobre o caminho a escolher. Mais por instinto do que por hábito.
Então pressuponho que isto deve ser entendido à luz da interpretação que Lenine ( O Estado e a Revolução) fez do renovamento do Manifesto Comunista ( que Marx e Engels escreveram no prefácio à edição de Julho de 1872): "A classe operária deve quebrar e demolir a máquina do Estado já pronta , e não limitar-se a dela tomar posse".
Agora foi a vez de Arquíloco e da sua poesia toda, pela mão de Carlos Martins de Jesus. Dinheiro de investigação mais uma vez (muito) bem aplicado no Centro de Estudos Clássicos da Universidade de Coimbra, edição da INCM, 2008.
O discurso de Cavaco Silva esqueceu uma parte importante do esforço de guerra. Não basta escolher bem os investimentos, ser competente no trabalho e solidário com os que têm dificuldades. Será necessário que a mole imensa de gente que viveu até agora bem acima das sua possibilidades deixe de se endividar para ter um plasma melhor do que o do vizinho ou para ir de férias para Cancun.
Adenda: Os leitores Rogério Pereira e "Atributos" ( na caixa de comentários) chamam-me, e bem, a atenção para o erro: é "algaraviada" e não "algarviada". Agradeço a ambos.
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