A Atenas. Note-se o tom condescendente da jornalista para com mais esta vergonhosa manifestação de intimidação da extrema-direita. Se fosse com a extrema-esquerda não faltariam os epítetos: estalinistas, intolerantes e inimigos da democracia.
posted by FNV on 11:26 PM
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A SARNA JÁ COMEÇOU: E ele ainda nem chegou. Teremos patrulhas de ampulheta em punho a verificar se a laicidade foi integralmente cumprida. É o que eu digo: obcecados com sexo e crucifixos. É gente igualzinha aos padres.
O leitor ( distraído) fica a pensar que os helvéticos arrasaram as mesquitas e expulsaram os muçulmanos. Excatmente o mesmo tipo de análise que ALC faz do conflito israelo-árabe.
Quando me faltares. Tenho pensado nisso e notei que não é possível. Ao fim de tantos anos, ele nem dá por isso. Todos os dias, madrigais e brilhantes, começarão com ela. A noite é que avança.
Para mim. Uma colunista do Expresso, Inês Pedrosa - que, se bem me lembro, em tempo propôs multas ( ou prisão? ) para as pessoas que decidissem não votar -, sugere hoje tratamento psiquiátrico para quem discorda dela. A senhora é pelo casamento gay, ficando eu na desconfortável posição de concordar. Por pouco tempo. Num saltinho a senhora Pedrosa aterra nas famílias gay. E ataca o casal heterossexual porque os modelos diversos ( pai e mãe) assentavam no pai bate e bebe e a mãe apanha e chora. Assim mesmo, mais nada, ainda que umas linhas antes se tenha queixado de que os adversários das famílias gay só pensam em sexo e poder. O Expresso é livre de pagar a quem nem sabe desenvolver um argumento. Isso não me diz respeito. Quanto ao tratamento psiquiátrico para os que discordam, embora mais relevante, parece-me natural. Esta forma de pensar estes temas é actualmente o poder nos media. E, sendo o poder, comporta-se como os homens de antigamente que internavam nos hospícios as mulheres que deles se queriam divorciar. Não sei se no início do século passado já havia anatensol.
posted by FNV on 11:19 PM
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STASIS BENFIQUISTA:
1) El Conejo , "O Maior", como eu o crismei, não joga futebol: ele é o futebol.
2) O David Luís explicou aos cépticos da minha refinada análise a justeza da mesma: desconcentrado, arrogante, epiletiforme.
4) Há males que vêm por bem. Até estava a pensar em oferecer, pro bono, os meu serviços de psicólogo veterano à AAC. Entretanto, ouvi o sr. Villas Boas, depois de levar uma cabazada, pedir aos jornalistas para lhe perguntarem por um suposto penaltie e mudei de ideias. Nem uma bica quero tomar com tal personagem. Está mesmo bom para o Spórtingue.
3) Por falar em Spórtingue: continua um clube eclético e original. Parece que passaram os últimos dias a discutir quem é que manda na equipa, quem decide quem joga, etc. Diferentes.
É preciso ter calma. A notícia significa que a lei espanhola funciona e não pemitirá as trevas. Também é necessário compreender que a redução da condição feminina organizada num projecto fundamentalista religioso não difere muito da sua equivalente portuguesa: muitos maridos e companheiros encontram inspiração em antigas qyas luso-marialvas.
Um actor, Alec Baldwin, ( li na revista do Expresso), à beira da reforma, resume os seus 30 anos de carreira : um completo fracasso. Pois eu quis deixar de dar aulas ao fim de 17 anos ( estou virtualmente desempregado). Não quis esperar para saber se viria a ser um fracasso ou não. Não tenho paciência para a autodecomposição, prefiro a arte da desistência. Desistir é uma definição humana. Uma leoa não desiste, uma mosca também não. Desistir é o segredo que nos há-de salvar da guerra e da destruição. E é também uma boa desculpa.
Pacheco Pereira resume, hoje, no Público, o impacto de MFL na representação político-partidária do último ano. Concordo com tudo, pois também o fui aqui escrevendo desde que MFL se candidatou à presidência do partido. O penúltimo parágrafo é certíssimo, mas fica-se a pensar nas responsabilidades de pessoas como JPP: o que têm feito para anular a progressão de gente que não seria absolutamente nada sem o circuto da carne assada?
O Nuno Mota Pinto que se encarregue de adicionar à barra do lado, sff.
posted by FNV on 1:02 AM
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O FIM DA FAMÍLIA - ou a função e o desastre (IV):
A família tradicional é o melhor lugar ( no sentido de Marc Augé) para educar crianças. Corresponde a um mandato natural ( um casal heterossexual), assenta num princípio de colaboração, diversa e recíproca, e inclui mecanismos de solidariedade mecânica ( aperfeiçoados relativamente ao conceito original de Durkheim). Pode assumir outras formas? Claro que pode. Quando duas mulheres decidem casar, vão a um banco de esperma buscar espermatozóides, uma delas engravida e decidem criar um filho de pai incógnito, ninguém pode dizer que não farão uma boa faena. O mesmo se aplica ( en passant os ajustamentos óbvios) a um casal de homens. O problema não são os casos particulares. O problema nem é a engenharia. O problema é a violência da representação. A reivindicação LGBT do direito a constituir família interpreta correctamente a decadência da estrutura. Esta decadência começou na própria família tradicional quando incorporou a aspiração ao prazer, à felicidade e à liberdade individual. Criar filhos, e não caniches, e viver muitos anos com outra pessoa não é uma partitura compatível com a cultura sobre-capitalista e hiper-consumista dos nosso dias. É uma massa feita de tédio, trabalhos e dias, resistência, abdicação. Também é certo que ninguém é obrigado a tal, mas isso fica para outro post.
Li hoje um documento que, se for verdadeiro, não prova outra coisa senão o baixíssimo nível do chefe da banda lá em Lisboa: não consegue sair da lógica genital para qualificar adversários.
Debate na AR. Sócrates gere Louçã como Jardel geria o Jorge Soares e Kostadinov geria o Hélder. Assim que falou a Louçã da fraqueza pequeno-burguesa dos revolucionários que fazem PPR's no quentinho da casita enquanto os verberam em público, Louçã amofinou-se. Foi para o balneário. E foi sorte. Mais um pedaço e lá voltávamos a outro crudelíssimo hábito dos revolucionários: não têm empregadas domésticas, têm senhoras que vêm ajudar.
Eu sabia que o que tinha não era a norma. Pelos vistos, em Inglaterra havia muitas mulheres fora da norma, quase se podendo calcular que eram elas a norma. Normalíssima, esta obsessão pela norma. Lerpa a vagina como lerpa o cigarro, o touro, o sal no pão, o nariz adunco, a virgem, o tigre do circo. A dificuldade ocidental em lidar com os desvios - assassinos, artistas, fanáticos, ciganos, modestos, ascetas - deve muito a esta efabulação normativa que vamos desenhando.
Pois certamente que os referidos e-mails foram obtidos de forma ilegal, pois certamente que era suposto permanecerem privados, pois certamente que a intenção foi obter ganhos políticos. Muito bem.
Por vezes - foi sempre assim- sentimo-nos entre dois mundos. O antigo, familiar, mas ao qual reconhecemos defeitos e imperfeições, e o novo, remexido e alegre, mas que nos inspira cuidados e o mesmo receio de uma dor indeterminada no pulmão. Acontece que por vezes existem coisas que pensamos serem do mundo antigo e afinal são do mundo novo: um jornal trazia hoje, com orgulho, a notícia que cada vez mais mulheres portuguesas vão engravidar a Espanha de pai incógnito. Poder-se-ia julgar que era do mundo antigo não se conseguir fazer uma família na nossa terra: falta de trabalho, solo árido, bandos de saqueadores. Afinal é do novo.
Em vez de dizermos "Aprende na juventude, guarda na velhice", propomos: "Memória para os jovens, recordação para os velhos". As lunetas do velhote foram feitas para ver ao perto; quando a criança usa óculos é para ver ao longe, pois falta-lhe a força da recordação, cujo papel é interpor distância entre nós e as coisas, colocá-las à distância.
Marinho Pinto faz um ataque desabrido às magistraturas com o qual não concordo mas o homem não me representa a mim, só a ele. Contudo, não consigo ficar calado quando apregoa que as magistraturas têm uma agenda política.
Não é só por não acreditar que magistrados judiciais e do MP se unam estranhamente numa combinação maquiavélica contra políticos deste ou daquele quadrante: entendo é que se Marinho Pinto não tem provas cabais sobre a existência dessas cabalas que divulga aos quatro ventos não pode estar a denegrir a Justiça dessa forma.
É que as pessoas devem acreditar na Justiça. E os advogados também. Se o próprio Bastonário dos Advogados vem com este tipo de coisas, as pessoas deixam de confiar na Justiça. E nos advogados.
posted by VLX on 2:02 AM
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SLB VOLTA A BAIXAR DE POSIÇÃO:
Um dos problemas de se tentar alicerçar sempre uma determinada equipa ao primeiro lugar antes de acabar a jornada é a possibilidade (também muito vista) da mesma equipa regressar macambúzia aos lugares de baixo mal acaba a jornada. Uma vez mais aconteceu.
posted by VLX on 1:35 AM
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OUTRA VERSÃO DE NIEMOLLER:
Quando quiseram erradicar os judeus, calei-me; quando apedrejaram as adúlteras, calei-me; quando perseguiram as mulheres que usavam calças, calei-me; quando fuzilaram os homossexuais, calei-me;
Mar de opinioes, ideias e comentarios. Para marinheiros e estivadores, sereias e outras musas, tubaroes e demais peixe graudo, carapaus de corrida e todos os errantes navegantes.