A falta de síntese, seria quase tão bom como as minhas análises meta-tácticas.
posted by FNV on 9:51 AM
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O NÚMERO DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA E O SR. SULLIVAN:
Pobre Igreja e pobre Papa. Espero que defesas destas , ou destas, não sejam comuns. Preocupam-se mais com o seu sistema de crenças e com as suas vaidades infantis do que com a defesa da Igreja. Mais valia lerem ( relerem?) Tertuliano (no espírito e na carne fazemos a circuncisão dos bens mundanos ) ou Clemente de Alexandria (por que não recebemos Deus como convidado em almas livres de pecado?). Ou seja, compreenderem e aceitarem a intensidade da superação da privacidade nos dias de hoje e a brutal necessidade de supremacia moral que a Igreja necessita de exibir. Sem mácula.
posted by FNV on 11:32 PM
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STASIS BENFIQUISTA*
1) Antes do jogo dizia que a equipa está muito bem fisicamente, depois do jogo choramingou-se com a fadiga física da equipa. Ganha tino menino, ganha tino. Como vos beneficio com a minha incomparável sagacidade técnico-táctica ( só o falecido Michels e El Flaco me chegam aos calcanhares) já tinha avisado. Vão por mim que vão melhor: cabrestos só nas corridas.
2) Uma palavra de carinho para todos os que sofreram disto, hoje, na Figueira. Experimentem fruta de dormir ou lá o que é aquilo com que vocês resolvem os berbicachos.
3) O prof. Jesualdo estava abespinhado com a arbitragem em Braga. Não sei, não me meto em assuntos de famiglias de má fama.
Será uma recaída? Um vírus que se lhe pega e não larga? Como iremos saber? E quando?E, no entretanto, será de levar a sério? Perguntas desinteressantes mas sem resposta...
Para o PM, a exclusividade na actividade parlamentar é um critério exigentíssimo. Não se percebe, por isso, por que razão terá escolhido essa exclusividade e o aumento de remuneração consequente.
posted by VLX on 3:04 PM
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COINCIDÊNCIAS EXTRAORDINÁRIAS:
21 queridos amigos de Sócrates resolveram escolher o período em que este estava em regime de exclusividade na Assembleia da República para lhe pedir que assinasse projectos de obras na Guarda. E Sócrates fê-lo. Repetidamente. Ao longo dos anos. Certamente para não parecer desleixado...
De que outra forma se pode ler uma coisa assim? Erros técnicos, mais telha menos telha, mais caleira menos caleira. O único dado relevante é o da possível violação da exclusividade ( e para isso não é necessário um caderno de obra), mas a peça não traz uma única novidade, não consegue provar nada. O Público agora é fiscal de obras? Bem, tem muito que fazer dentro de portas.
Não dei "troco" nem me meti nesses assuntos ( das comparações). O meu link tinha como único alvo Katyn. Tout court. Daí não me ter pronunciado sobre o resto.
Agora na fase do já-passou-não-vale-a-pena-estar-sempre-a-falar-da-mesma-coisa.
posted by FNV on 12:42 AM
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CAVANDO EM AMBOVOMBE (XI):
Parece que os portugueses ( 80%) não fazem actividade física. Sobram desportistas, operários e lavradores. Está certo. Os desportistas são os antigos hoplitas, os outros são os que sempre deram à manivela. Os tais 80% são a marca do progresso. Passam a vida sentados a ver televisão, a comer bolachas com pepitas de chocolate, a enviar SMS e a consultar o facebook. Vão de carro, voltam de carro. Na melhor das hipóteses, dão aulas a cães vagamente interessados e receitam ansiolíticos. Ir com as cabras ao monte? Isso é sonhar alto.
Recordo-me das teses de um então colaborador no Blasfémias, se não me engano, Pedro Arroja, um católico devoto, sobre as viciosas características específicas da raça judaica. Coisa colectiva.
Desde que me conheço que me lembro do link padres-sexo. Desde esses infelizes tempos que me lembro de factos e histórias sobre o abuso de crianças em seminários. É curioso que só agora com Ratzinger, o Papa que diz o que a Igreja é e deve ser, o Papa que pensa e escreve, o Papa que ousou beliscar a beatitude do Islão, o mundo tenha descoberto a pólvora. O que é, é, o que era também era e o que será já percebemos: um próximo Papa que defenda uma Igreja que defenda o que a Igreja não é.
posted by FNV on 11:22 PM
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FRANKENSTEIN DE SARRABULHO:
posted by FNV on 10:34 PM
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REZANDO EM AMBOVOMBE (X):
O que gosto na religião deles é que torna o homem macio.Perceberam logo que somos umas bestas e só com o medo e a esperança ( uma combinação tão harmoniosa como o escuro e a vela) nos podemos suportar. O que não gosto na religião deles é que a ensinam aos miúdos. Deviam deixá-los descobri-la quando crescessem. Aí pelos 30, idade em que já conhecem o medo e por issso podem bem imaginar a vela.
...os que celebram a Ressurreição, uma Santa Páscoa.
posted by VLX on 6:41 PM
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STASIS BENFIQUISTA*:
1) Há dias assim: se o árbitro tivesse visto a posição irregular de Kuyt ( no golo dos vermelhitos) e tivesse marcado mais dois penaltys ( uma mão e uma falta sobre o tractor a pedal), tínhamos ganho 4-0. Acontece.
2) A equipa está cansada fisicamente , mas vigorosa no plano mental. Infelizmente, o futebol exige mais do corpo do que da cabeça ( senão chamava-se xadrez e o tractor a a pedal nem fazia tão má figura).
3) Deposito rúbeas esperanças na dupla Bettencourt-Costinha. Respiram competência. Têm tudo o que é necessário para me fazer feliz
4) O Vasco Lobo Xavier tem dito aqui que não compreende a festa encarnada, que nos contentamos com pouco ( um título de vez em quando). Eu explico: um único título é sempre enorme e sideral festa para o clube da diáspora: em Timor, Cabo Delgado, Cinfães, Toronto, Buenos Aires, Fortaleza, Huambo, Goa, Macau, Proença-a-Nova, Zurique, Paris e Murmansk.
5) Bruno Prata, ignorante e preguiçoso, editor de desporto do Público: "Em nove confrontos, esta foi a primeira vez que o Benfica marcou dois golos ao Liverpool". É isto a excelência Sonae.
Quando aparecem versões contraditórias ou diferentes dos factos (e isso é o dia-a-dia dos tribunais), entendo por bem que se deve optar por aquela que faça, minimamente, um nadinha de sentido. Vem isto a propósito de uma versão que já na semana passada circulava (e que eu deixei aí em comentário) de acordo com a qual Hermínio Loureiro teria estado umas quatro horas a tentar contactar, sem sucesso, Ricardo Costa, alegadamente para lhe sugerir a demissão face a mais um descalabro das suas decisões e, suponho, pela impressão de parcialidade que as mesmas sugeriam. Ricardo Costa teria recusado a sugestão e, consequentemente, Hermínio Loureiro teria renunciado ao cargo, solicitando no entanto que, face à sua renúncia, os demais se mantivessem nos órgãos. Outras declarações de HL sobre o assunto serão remetidas para o fim da temporada (por motivos que não se compreendem, mas enfim).
Ricardo Costa, à SIC-N, veio dizer que realmente tinha estado em aulas, confirmando parte da história (que realmente HL tinha estado não sei quantas horas a tentar contactá-lo, sem sucesso) e, não sei se se referindo também a HL se apenas utilizando o plural majestático que deve considerar ficar-lhe bem, afirmou que “não concordamos” com a decisão da instância superior “porque juridicamente não a compreendemos”. Não obstante não a compreender, Ricardo Costa, aconselhou a Liga a estar “tranquila” quanto a uma eventual indemnização. Invocou ainda a estatística para frisar que está por ali e por ali vai estar (esquecendo-se de que o problema maior é que as suas decisões são proferidas com aparente parcialidade e gozo pessoal e têm vindo a ser constantemente destroçadas pelas instâncias superiores e pelos tribunais a sério), e que quer ele quer a sua equipa sentem “todas as condições” para seguir em funções (na sua maioria, refiro-me a excertos retirados do Público).
Pois bem. Eu admito que RC diga que não compreende a decisão que espatifou a sua (conforme a maioria dos comentadores já há muito avisava que iria acontecer [a decisão ficar em cacos, não a incompreensão]), e que mesmo assim aconselha a Liga a estar tranquila. Do que se conhece do personagem, outra coisa também não se admitiria que não fosse o próprio estar felicíssimo e embevecido com a sua actuação. Mas gostava eu que as coisas fizessem sentido: se não foi para o confrontar com a decisão superior, por que razão Hermínio Loureiro tentou durante não sei quantas horas contactar Ricardo Costa? Para o avisar de que iria renunciar? Isso não poderia ser feito por mensagem escrita? — Não faz sentido. Por consideração, para que ele não soubesse da renúncia pela comunicação social? Consideração por quem não lhe atendia o telefone? — Não faz sentido. E Hermínio Loureiro renuncia apenas por discordar das decisões dos órgãos de justiça? Mas ele não deveria ser independente desses órgãos, bem como estes do Presidente da Liga? — Não faz sentido. Hermínio Loureiro pretenderia, de alguma forma, imiscuir-se nas decisões desses órgãos? E por não ter conseguido apresentou renúncia? — Isso não faz sentido algum.
Enquanto Hermínio Loureiro permitir que esta versão inverosímil de Ricardo Costa se mantenha é a imagem do próprio Hermínio Loureiro que fica manchada. E por opção dele. Para mim é-me igual: não conheço nenhum dos dois, apenas gostava que as versões fizessem sentido.
Repetente permanente que não mente nem que tente. No seu estilo gongórico, martela a noite e os espectros e o gelo e até ouve o seu cão Nilo latir. De repente, o génio de Pascoaes desenha ( As Sombras, 1907) uma pequena e mortal fórmula:
E fecho a porta à noite, que se julga, Lá fora, abandonada; ela que existe, Neste meu coração, em alma e corpo, Em lívido luar e sombra triste.
Mar de opinioes, ideias e comentarios. Para marinheiros e estivadores, sereias e outras musas, tubaroes e demais peixe graudo, carapaus de corrida e todos os errantes navegantes.