Sem trabalho, 140 euros gastos em livros escolares, a mãe sozinha em Reguengas e a um passo do lar sorvedouro. Tem o nariz empinado e o cabelo apanhado num puxo perfeito. Cruza as pernas nuas como a conta bancária e trava a voz tensa: Ainda por cima, o meu marido chateia-me porque não me apetece cama. Há muito tempo. Os homens simples acreditam na autonomia departamental. Elas não. Um dia, os economistas debruçar-se-ão sobre a relação entre o subprime e a secura dos lábios.
É enternecedora a ingenuidade do João Gonçalves. Não é necessário o juntismo ou o unionismo. Basta o europeísmo. Isto vai dar para mais para um número da série Weimar: lendo desqualificação e humilhação nas decisões da UE, muito pasto, do Tejo ao Danúbio, se abrirá às chamas. Lentamente.
posted by FNV on 10:09 PM
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NA PRAÇA PÚBLICA IV:
No meio deste frenesi que vai pela comunicação social, amplificando as inúmeras declarações de inocência dos arguidos entretanto condenados, há silêncios que chocam e só podem deixar as pessoas perplexas. O silêncio do Governo é um deles.
Não sei bem de que Ministério depende a Casa Pia (julgo que é do Trabalho e Segurança Social), mas não aparece ninguém a fazer uma declaraçãozinha? Ou pelo menos mandar o porteiro à porta ler um comunicadozeco qualquer? A Ministra não tem nada a ver com o assunto? Não tem nada a dizer? Não nos diz, ao menos, que não tem nada a dizer? E a comunicação social não pergunta? Esqueceu-se? Não quer saber?
Passaram-se horrores com as crianças em colégios tutelados pelo Estado, na dependência do Ministério do Trabalho, e agora, que houve uma condenação judicial, a tutela assobia para o lado? Como sempre fez? E ninguém se indigna? Este país é uma choldra, realmente.
posted by VLX on 6:07 PM
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ESTALINEGRADO DOS PEQUENINOS:
Von Paulus, que quando esteve no 13º Regimento de Infantaria ( julgo que em Estugarda) foi descrito pelos seus superiores como um típico oficial de estado-maior, sem rasgo nem audácia, mas muito cortês, também passou de de sitiante a sitiado. Ângelo Correia bem avisa: "Por outras palavras, o PSD estará sempre condicionado a nunca vetar a proposta orçamental do PS". O cerco está cada vez mais esquizóide. Os sitiados vêm cá fora regar as margaridas e passam as linhas inimigas sem dar cavaco. Os sitiantes jogam batalha naval. Boa distracção: dispensa a coragem e aperfeiçoa os dedinhos.
Neste número da Ler, uma análise ao mecanismo do conformismo e ao diagnóstico descuidado que o PS fez da situação do país, faz agora um ano. O PSD que menciono não é o PSD actual. No próximo número, Joseph Roth.
O PR apela ao consenso orçamental num momento delicadíssimo. Que disparate. Portugal sempre se distinguiu pela enorme capacidade de ruptura. Em 1974, o povo, depois de dezenas de motins e revoltas, incumbiu um simples e humilde capitão de receber o poder de Caetano; os pides foram todos presos, ou fuzilados, ao que se seguiu uma guerra civil. Mais tarde, em democracia, um general responsável por actividades terroristas, e mortes, foi preso para a vida e destituído de patente; nos anos 80, os autores da megafraude do Fundo Social Europeu foram desmascarados e a rede clientelar-vampiresca que comeu o dinheiro da CEE caiu em desgraça. O complexo da guerra colonial estava resolvido por volta de 1990. O arco parlamentar cobre todo o espectro ideológico, a crítica literária e cinematográfica é impediosa, há alunos calões que chumbam o ano, enfim, o país sempre respirou stasis. E quer o PR um consenso nesta altura de crise grave? Proceda-se em conformidade.
posted by FNV on 11:37 PM
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CONTRATEM BOURMONT:
O patético cerco continua. A arma especial ( uma catapulta sem rodas) da revisão constitucional, com que contavam obter supremacia, jaz abandonada na periferia do acampamento. Era difícil de manejar e agora os sitiantes fazem de conta que nunca a viram. Parece que há entre os enfatuados milicianos quem tenha passado os olhos por Clausewitz. Talvez se tenham esquecido do capítulo XI do livro quarto: a batalha deve ser ser encarada como uma guerra concentrada, como o centro do esforço de toda a campanha. Bem, chamem o Bourmont, pode ser que o Saldanha esteja de férias.
Este tipo de charla só é inocente na aparência. Sublinha o estereótipo e (in)directamente reforça as atitudes de violência contra as mulheres. O padre Maia desempenha um cargo institucional e estava a falar numa iniciativa partidária. Aposto que não diria que "os pretos só entram nas igrejas para carregar baldes de cimento". As mulheres não servem apenas para limpezas. Uma até foi presidente do partido que organizou a reunião na qual o padre Maia participou.
Clitemnestra, mãe de Orestes, sonha: dá à luz uma serpente que reclama alimento. O réptil, inteligente, não fere a mama, porque com o leite suga um coágulo de sangue. A seu tempo cá traremos o maior intérprete de sonhos de todos os tempos ( morreu há mais de mil e duzentos anos). Para já, Bazaine aproveita. Este é o sonho das mulheres que têm medo do amor. Foram magoadas, claro. E escondem essa mágoa do passado num medo do futuro. A maioria delas não foi magoada por um namorado nem por um marido.
Também não conheço o livro, mas suspeito que , dada a matéria em discussão, o gene distintivo não deve estar relacionado com a pigmentação das pálpebras . Depois dos ciganos, os muçulmanos e os judeus. A acusação aos últimos tem a vantagem de fazer o pleno junto de imbecis que ainda há pouco bradavam contra a islamofobia. A judiaria sempre reuniu consensos. E estou de acordo com o Gabriel Silva: os excertos não permitem conhecer tudo. Que fale e publique.
A próxima, é um dia em que pesaremos o valor da fórmula de Kraus: Nunca devemos nomear. O que devemos dizer não é que alguém fez, mas que era possível ter feito. Por outro lado, sopesaremos outra sentença, a do cavaleiro Marinho Pinto:" O processo Casa Pia foi ( é?) uma tentativa de decapitação do PS".
Para vizinhos. É o habitual. Resta esperar, e estudar, para saber se pretendem zimbabwezar ou melhorar.
posted by FNV on 12:49 PM
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NA PRAÇA PÚBLICA III:
Nós não sabemos se aqueles condenados são culpados, dizia eu, mas os juízes do colectivo sabem-no muito bem. Como advogado, já tive de me deparar com vários erros judicais, erradas apreciações, diferentes interpretações. Dos Magistrados Judiciais ou do Ministério Público. Acontece. Errar é humano. Há diferentes interpretações. Mas como observador custa-me a crer que num caso tão badalado, tão mediático, tão falado, os investigadores, as autoridades policiais, o Ministério Público ou os três juízes que analisaram o caso tão atentamente se tenham todos enganado.
De resto, as críticas que tenho ouvido aos magistrados judiciais não me convencem. Por duas vezes aqueles sugeriram ler o acórdão na íntegra. Por duas vezes foi aceite que isso não fosse feito. Louvo até a sua atitude (a dos magistrados): sem pretender denegrir os funcionários judiciais ou outros intervenientes, admito que se tivessem divulgado o cd com o acórdão para cópia ou para impressão para oferecer aos ilustres advogados, a totalidade do acórdão estaria na comunicação social muito antes de se ter concluído a sua leitura. Tenho a certeza de que aquele acórdão não foi feito sequer em computador integrado na rede do Tribunal. Por isso ninguém soube dele antes de ser lido. Numa altura em que todos criticam essa entidade abstracta a que denominam “Justiça” (esquecendo-se de que esta mais não é do que aquilo que o legislador pretende), é de louvar a manutenção de um segredo.
Sempre segundo a comunicação social, temos um embaixador com um historial penoso, um empregado e antigo aluno (e vítima) da Casa Pia que confessa os crimes, um médico dos miúdos da Casa Pia que, segundo se diz, atestava a qualidade e higiene ‘do produto’, para além de tudo o mais que foi provado, um vice-provedor da Casa Pia que, no mínimo, tudo deveria conhecer, um apresentador da televisão que já há vários anos era referenciado neste tipo de coisas, amigo de um tal fulano também referenciado nestas actividades, que entretanto fugiu às autoridades e terá desaparecido do país, e um estranho personagem que estranhamente aparece em cena a defender o principal arguido, até ser substituído e constituído igualmente como arguido. Passam-se anos em julgamento, a analisar o caso, e os três juízes estarão enganados? Relativamente a todos os condenados? – É possível, mas não é impossível pensar o contrário. (cont.)
Quando se discute na praça pública é preciso frisar bem aquilo que está em causa. Aqui é a abjecta violação continuada por seres miseráveis de diversas crianças que foram entregues ao Estado. O mesmo Estado que estranhamente se permite ponderar tirar os gordinhos dos filhos aos pais menos atentos à sua dieta. Para quê? Para os entregar graciosamente aos que têm por estranha dieta violar os mais anafadínhos?
Aquilo que aquelas e muitas outras crianças sofreram é inimaginável para a maioria dos portugueses mas a maioria dos portugueses sabe bem que se tamanha canalhice fosse feita sobre os seus filhos a justiça seria feita pelas suas próprias mãos. E era provavelmente muito mais rápida.
Nós não sabemos se aqueles condenados são culpados,imaginamos até que há muitos mais responsáveis, mas sabemos bem que existem inúmeras vítimas, inúmeras crianças indefesas que, entregues ao Estado, entregues a nós, foram miseravelmente violadas durante décadas.
Dizem uns quantos que mentiram. Mas que interesse teriam essas crianças em mentir? Não há dúvida de que foram molestadas, violadas, massacradas, que razão existiria para denunciarem – não os verdadeiros violadores mas – outras pessoas?
Essas crianças não têm cara, não as conhecemos, não sabemos quem são porque não aparecem na televisão, não conhecem gente importante, mas sabemos que são crianças, que eram crianças, que foram crianças até serem abusadas pela canalha. Imaginemos então que eram as nossas. (cont.)
Geralmente prefiro não comentar processos judiciais em curso ou colegas no exercício da sua actividade mas o que tenho assistido de há 24 horas para cá tem-me deixado baralhado.
Seis arguidos foram condenados (a única absolvida irá seguramente votar Sócrates até ao fim da vida, em agradecimento pela alteração das normas) em Tribunal por um colectivo de juízes na sequência de um demorado julgamento através do qual puderam apresentar toda a defesa que queriam, centenas de testemunhas de defesa, milhares de documentos, repetindo perícias às vítimas, com toda a liberdade e garantias que o Processo Penal Português confere aos arguidos em desfavor das vítimas. Enfim, segundo as regras.
Das decisões de que não se gosta ou com as quais se não concorda recorre-se. Contudo, no momento imediatamente a seguir à leitura da sentença, vi alguns dos meus colegas a proferirem afirmações que, no mínimo, não são muito respeitosas para o colectivo dos juízes. Embora discorde da atitude sou capaz de perceber a sua irritação e postura mas já compreendo menos bem que advogados que não tenham tido intervenção no processo e não o conheçam venham dizer que as penas aplicadas são exageradas. Advogados que respeito e de quem gosto muito.
Vi, depois, com igual espanto, os arguidos a calcorrearem as televisões, a desfazerem-se em entrevistas, conferências de imprensa, a opinarem em todo o lado, alguns até criando sites e divulgando na net as partes do processo que lhes interessam (espero que sem revelar os nomes das vítimas, o que seria uma atitude miserável).
Ouvi coisas extraordinárias, como ameças incompreensíveis e uma alusão discreta de que a Casa Pia tinha muitos imóveis (que interessa isso?), ou de que a culpa de tudo isto adviria do facto de nesses colégios se juntarem alunos de classes altas e baixas, fomentando nos últimos vontade de possuirem os mesmos bens dos primeiros (e quê? Obtê-los pela prostituição? Pagos pelos ‘utilizadores’?)
Perante esta rebaldaria, fico com a impressão de que os próprios querem discutir a coisa na praça pública e que isso é perfeitamente legítimo. Então seja.
Uma ressalva. Não conheço o processo nem nenhum dos intervenientes. Não conheço as peças (processuais, entenda-se), o acórdão, ou sequer os fundamentos. Não sei se a decisão é boa ou má, exagerada ou leve, e muito menos se os arguidos são culpados ou não.
Nada mais sei do que aquilo que vem na comunicação social e que agora os arguidos pretendem discutir na praça pública.
Vejo no Correio da Manhã (pág. 41) que, no dia 4 de Setembro de 1980, Ramalho Eanes confirmava a sua recandidatura à Presidência da República. Se bem me recordo, essas eleições realizaram-se a 6 de Dezembro, muito antes do dia em que agora se realizarão. Se assim é, porque razão tanta gente se incomoda por o actual Presidente ainda não ter dito nada?
posted by FNV on 3:52 PM
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TAMBÉM É JORNALISMO:
Essa coisa que tem muitas caras. Pode ser a da louvaminhice. A descaradada a um presidente angolano ou a encoberta um candidato a primeiro-ministro português. Depende.
posted by FNV on 3:02 PM
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LE CIRQUE DU ENGENHEIRO:
Como domesticar um urso e um ouriço? Esperando que o ouriço lance o urso na corrida a Belém e depois apoiando o urso.
posted by FNV on 11:40 AM
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O DIÁRIO DE BAZAINE (IX):
Tal como um navio não deve usar apenas uma pequena âncora, a vida não deve assentar numa única esperança. Têm tentado adoçar Epicteto, mas ele não gosta de Dom Rodrigos. Uma única esperança, um único propósito de vida. A professora de liceu gorducha e divorciada que vive para o filhinho, a economista jovem e agressiva que não se casa enquanto o pai não a amar, o pedreiro que só descansará quando estiver dentro da sua casa com as dívidas lá fora. Tudo bom, tudo perigoso. Uma única esperança assemelha-se demasiado a uma ordem aos deuses.
Diz-me um rouxinol que não falta muito para um conhecido género de notícias começarem a sair e para certas pessoas começarem a exigir investigações a determinado tipo de instituições.
posted by FNV on 7:49 PM
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JUÍZES DO PROCESSO CASA PIA CONDENADOS PELOS ARGUIDOS!
posted by FNV on 11:22 PM
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Figos frescos que desconhecia e que agora partilho convosco. Ora reparem na primeira escuta: Valentim Loureiro ameaça um observador. Como é que o presidente da Câmara de Gondomar pode banir um observador? Só mesmo o dr.Ricardo Costa, essa procelária assassina, para achar isto nauseabundo. O resto é a música de sempre.
posted by FNV on 11:01 PM
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E QUEM FALA ASSIM NÃO É GAGO:
posted by FNV on 7:09 PM
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RECÉM-MAMÃ ACUSADA DE CRIAR AMBIENTE HOSTIL AOS MÉDICOS DA MATERNIDADE!
Uma parturiente foi acusada pela equipa de médicos de uma maternidade portuguesa do interior de ter criado um ambiente hostil durante o parto e com isso ter perturbado o trabalho dos "profissionais" do ramo. Alegadamente, a senhora gritava muito, "em voz alta, com postura agressiva e em estado de grande exaltação", não só durante o parto mas também quando era para o quarto encaminhada pelo pessoal de enfermagem.
Segundo as nossas fontes, "a linguagem utilizada — inteiramente inaceitável —, o estado de grande exaltação e o facto de se ter dirigido aos médicos em alta voz concorreu para um ambiente hostil em volta da operação do parto, numa palavra, perturbou as condições de normalidade em que o mesmo devia decorrer".
Os médicos terão declarado que, em consequência do comportamento da parturiente, se sentiram perturbados, tensos, nervosos, e que só queriam terminar as suas obrigações e sair dali, qualificando o ambiente criado como susceptível de ser causador de erros na operação de recolha da criança. Diz-se que um deles já nem sabia bem o que estava ali a fazer, tendo ficado completamente desnorteado.
Tendo sido contactada a família, foi por esta confirmado que a parturiente estava com imensas dores por causa da criança e que realmente terá gritado bastante e utilizado alguma linguagem menos elegante, que geralmente nem usa. Mas mamã e bebé estão bem de saúde, nada tendo ocorrido de grave.
Correm rumores de que instituto dependente da administração central pretende sancionar a mamã sem a ouvir e sem lhe conceder o direito de discutir a decisão nos tribunais portugueses.
O Mar Salgado não conseguiu confirmar nenhuma destas aberrações.
posted by VLX on 5:05 PM
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A BOLA É QUADRADA...:
Começa o desespero. Logo à terceira jornada. Isto promete.
Com o desnorte repetido, constante e metálico, mas , a bem da inteligência , parece-me que ANL tem razão: não se começa uma negociação cedendo no essencial. Esse é, aliás, um factor recorrente na percepção que o cidadão comum, como este vosso blogger, tem do relacionamento PSD-PS. O que sabemos é que o projecto de poder ainda não acertou no registo de negociação com a maioria. Isto suscita insegurança ( ver aqui, também via CC) nas pessoas e afecta o processo de vinculação às ideias da minoria.
O difícil é ser justo e tolerante com um miúdo quando estamos cansados e aborrecidos e não o mimarmos qundo estamos eufóricos. Quando eles crescem ( a partir dos 8-9 anos) já é outro campeonato, mas até lá, do ponto de vista da disciplina, é como com os cachorros: carinho e regras independentes dos nosso humores.
posted by FNV on 1:00 PM
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O DIÁRIO DE BAZAINE (VIII):
A morte repentina de crianças pequenas é de uma doçura rara. Não a temeram, não falaram dela, não deixaram escritos. Num dia corriam, gargalhavam e incomodavam os pais, no outro estão dentro de uma pequena caixa branca. A inocência, essa asa enorme, só pode ser pressentida. Sim, é uma morte regimental. Tudo o que fizermos depois será apesar de.
Mar de opinioes, ideias e comentarios. Para marinheiros e estivadores, sereias e outras musas, tubaroes e demais peixe graudo, carapaus de corrida e todos os errantes navegantes.