OS LIMITES DA EMPRESARIALIZAÇÃO DO ESTADO: Na sequência de alguns posts dos meus companheiros de embarcação sobre a reforma da Administração Pública, vale a pena ler o artigo de Vital Moreira no Público de hoje. Claro que o Estado tem muito a aprender com os privados no campo da optimização dos recursos. Mas isso não significa subordinar a gestão dos dinheiros públicos ao omnipresente fetiche da empresa: quem pensa assim (e já nem falo dos inconsequentes que reclamam o emagrecimento do Estado, mas exigem mais prisões, mais polícias, mais submarinos, etc.), ou não percebe nada de Finanças Públicas, ou, pior, percebe, e quer desonerar o Estado de tarefas essenciais para o equilíbrio social. Nos países desenvolvidos que reduziram substancialmente o orçamento da "providência", criou-se um fosso de natureza inédita, dando origem a uma underclass excluída de tudo e, por isso, pronta para tudo. Depois não admira que se peçam mais polícias e prisões.
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