TER (IMAGENS) OU NÃO TER: Continuo absolutamente fascinado pela sensibilidade súbita de tantos lupinastros ocidentais à tortura. A última fonte de "indignação" é uma fotografia de um soldado americano a sorrir agachado junto a um cadáver de um preso iraquiano. Cada um, já percebi, escolhe as indignações que quer ( por exemplo, Jane "Hanói" Fonda interessava-se imenso pelas condições dos vietcongs presos pelos americanos, mania que lhe passou depressa, o que fez com que nunca tenha visitado qualquer dos "campos de reeducação" do Vietname reunificado), mas subsiste ainda outra condição interessante. Os referidos lupinastros aconchegam agora a ideia de que os soldados que fizeram as patifarias "estavam a cumprir ordens". Percebe-se onde querem chegar, pois até li que a um dos soldados envolvidos, não tinha sido ensinada a Convenção de Genebra: de facto, até a lermos, somos todos atreitos a espezinhar, espancar e humilhar outros seres humanos.
Aguardo curioso a explicação para o comportamento do soldado que se ri junto ao cadáver. Como não é crível que "estivesse a cumprir ordens", os só-agora-sensíveis de serviço, explicar-nos-ão talvez que é a "tendência natural" do "soldado americano imperialista" sorrir junto a cadáveres.
ai, não tem nada a ver mas ando há meeeeeeeeeeeeeeeses com esta entalada. Escolher um dos poucos posts em q o FNV "grafa" correctamente um advérbio de modo é capaz de ser um bocadinho idiota, mas enfim... Curta & Grossa: caro FNV abandone o raio da mania que tem em acentuar advérbios de modo, sff! Não me cheira sequer que tenha aprendido a escrever antes de ter sido instituido o fim da acentuação lá prós idos da década de 60 do século passado.
Este post é a sério? Ou é apenas pedrada para a polémica? Se sério: é exactamente o não haver "a "tendência natural" do "soldado americano imperialista" sorrir junto a cadáveres" que significa que algo de muito errado se está a passar. E que há práticas que ultrapassam um conjunto de valores que partilhamos (Democráticos/ocidentais - simplifico para comment): uma instituição não tortura (provado), não abate os seus prisioneiros (parece, vamos esperar para confirmar); E (aqui é crucial) não permite que isso aconteça. E é aos nossos aliados/comuns que se deve exigir a fidelidade a valores partilhados (como exigir a inimigos, ainda para mais se partilham outros valores). Como aliados como não considerar a ruptura (planeada? permitida? abandalhada?) da Convenção de Genebra como gravissima. Algo de muito errado se passa actualmente na organização política americana para que isto se possa passar. Exactamente porque isto não corresponde a uma qualquer essência. FNV, estabelecer regras na guerra foi um passo extraordinário na "civilização ocidental". Acha V. que quem a defende pode aceitar esta regressão? Que é para aí um legume hipócrita? Em que mundo des-valorizado é que acabamos, FNV?Dirá que são correntes as violações de valores. Talvez, mas isso não implica a desistência. E elas são graduáveis. Este é grave. E, FNV, tão, mas tão contraproducente. Incompetente. Não dá para ver isso? E assustar? Porquê apoiar esta incompetência e depois resmungarmos com outras, a propósito de minudências temáticas? Agora se o post é apenas pedrada para polemizar, esqueça o comentário. Mas fico-me com a ideia de que neste empobrecimento do mundo a preto/branco, anti/pró, há muita gente a passar o Rubicão. Espero que não nesta Nau. Porque há grande diferença entre o Corsário e o Pirata: exactamente esses alguns valores. Que não são de flora alguma, mas sim de Homens.
FNV chama lupinastros a todos os que se mostraram sensíveis às imagens das torturas. Dá a entender que não se mostra particularmente impressionado com os factos e com as imagens...
Mar de opinioes, ideias e comentarios. Para marinheiros e estivadores, sereias e outras musas, tubaroes e demais peixe graudo, carapaus de corrida e todos os errantes navegantes.