ELEIÇÕES OU NÃO, EIS A QUESTÃO: Saber se se devem realizar eleições ou não, é uma questão que juridicamente não oferece dúvidas: ao PR é que cabe decidir e o país possui normas constitucionais que permitem ao PR uma ou outra solução. A questão está em saber se o país precisa delas. Juridicamente não precisa, até porque muito possivelmente o partido mais votado apresentará uma solução (boa ou má não cabe aqui discutir) e provavelmente a coligação da maioria parlamentar apoiará essa solução. Poderão, portanto, realizar-se novas eleições, mas não é imperativo que tal aconteça.
Politicamente também não. A tese contrária justifica-as apenas com os resultados das recentes eleições europeias mas é abusiva qualquer extrapolação porque são eleições muito diferentes. E a questão da pessoalização do líder partidário numas eleições legislativas (para exigir novas eleições) não é sustentável numa discussão séria, tendo o contrário já acontecido na nossa História, mesmo que debaixo de chuva e pelo Natal. Aliás, basta recordar que até quando Jorge Sampaio resolveu abandonar a Câmara de Lisboa para tentar Belém, não se fizeram eleições para que João Soares assumisse sossegadamente, em clara sucessão, o apetecido cargo.
Mas eu acho que a situação actual do país implica que em primeiro lugar se vejam as coisas do ponto de vista económico e financeiro. O PR tem ouvido inúmeras personalidades, a maioria das quais do espectro político. Sugere-se ao PR que por uma vez - por uma só vez na vida - oiça antes os empresários do país.
É que grande parte dos políticos, provavelmente por ficar cega com os seus ódiozinhos de estimação, não percebe, não quer perceber ou não se interessa com as consequências negativas para economia do país que os seus impensados actos e exigências possam trazer.
Já entre os empresários sérios, entre os verdadeiros empresários que criam riqueza, que enriquecem a economia e o país, entre aqueles que certamente não estarão para perder tempo com o folclore de mais umas eleições que retardem a recuperação económica, nesse grupo completamente independente e preocupado apenas com a economia o PR não encontrará ninguém que queira eleições antecipadas. Por motivos evidentes que o PR, acaso esteja também preocupado com a economia e crescimento do país e não só com as querelas políticas e partidárias, deveria atender. Mesmo que fosse só por isso, o que já não é pouco.
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