O TRIUNFO DE CUNHAL: Analisando a situação actual do país, ocorre-me a imagem da ditadura do proletariado na sua tenebrosa "concretização" soviética: o insuportável peso do Estado no que isso acarreta de insustentabilidade económica, de clientelismo e de imobilismo. No patrocínio da mentalidade reinante de que tudo é devido pelo Estado, só há direitos adquiridos e onde o risco e a livre iniciativa são vistos como actividades tão perigosas como andar de comboio na linha de Sintra. E, paradoxalmente, a sublimação dessa ditadura acontece... nas eleições. Os dois partidos políticos com possibilidades reais de governar são reféns dessa clientela que, normalmente, decide o resultado eleitoral e que, por isso mesmo, dificilmente será afrontada por políticas aparentemente hostis. Quando se conseguir ter a coragem de corrigir esta situação - essa sim, uma verdadeira reforma que exige mais do que "medidas" contra o défice - tudo o resto será mais fácil.
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