"UMA ALMA EM DOIS CORPOS": É a definição de amizade de Aristóteles. Cheira-me a catequese para casais desavindos. Um corpo em duas almas também seria demasiado: não se poderia ter amigas. Sei que serei velho quando morrer o primeiro amigo ( tenho alguns) ou o primeiro irmão ( tenho muitos). Claro que se for eu a quinar, o assunto ficará resolvido. Assim, para não haver excedente de tristezas, o melhor mesmo é cada alma em seu corpo. Até porque, se Aristóteles estiver certo, um amigo meu ainda acaba a penar no Círculo oitavo; por minha culpa.
Racionalizar a amizade não é retirar-lhe toda a graça? Tens alma de menino que já deseja ser homem. Que as coisas mais belas já vais deixando para trás...
Enquanto assim for menos mal, agora imagina que é um amigo teu que te mete no circulo oitavo.
Talvez Aristóteles falasse de uma amizade mais especial, tal como um casamento de corpos, fundindo-se e fabricando uma só alma. Mas ai entra Abraham Lincoln em que o "Casamento não é o paraíso nem o inferno; é apenas o purgatório."
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