O REFÉM: Sempre achei que Sócrates era o Santana da esquerda, no sentido de ser alguém igualmente ávido de poder e com um excelente sentido mediático (que Santana terá entretanto perdido), sabendo usar as câmaras em seu benefício - o que se me afigura eleitoralmente decisivo. No entanto, no que Santana tem de genuíno e arrebatado Sócrates sobeja em demagogia implacável e frieza analítica, ao serviço da sua pessoa e do seu projecto de poder - que, neste momento, passa pela sua manutenção. Mesmo sabendo isto, havia a esperança de que Sócrates, uma vez no poder, assumisse com coragem o tipo de governação que o país precisa. Puro engano. Na hora da verdade, descobriu-se que o "animal feroz" anda pela "trela" do aparelho, este sim o verdadeiro poder. Quando foi confrontado com o "dever ser", que o penalizaria eleitoralmente mas que lhe conferiria um estatuto de estadista (espécie extinta há alguns anos) e que beneficiaria o país, sucumbiu perante a alternativa de ser "amparadao" pelo tenebroso aparelho, de quem ficou refém, tendo em vista os próximos sufrágios eleitorais. Sigam a despesa, as Otas, os TGV's, os Linos, os Gomes, os Varas e os outros milhares de boys. Afastem-se os poucos Campos e Cunha que ainda têm estômago para a choldra em que se transformou a política deste país. No que toca a credibilidade, não encontro grandes diferenças entre este governo e o anterior. Encontro, no entanto, duas diferenças importantes: a boa imprensa de referência cor de rosa (imaginem-se as mesmas situações num governo liderado por Santana Lopes) e a conivência do PR - que explica muito da situação em que o país está quando termina os seus mandatos, se comparada com a que encontrou quando assumiu funçoes.
Ota é uma problema resolvido à nascença, pela simplicidade e pela transparência. E nem se percebe que se exija a publicação ou a publicidde dos estudos prévios. Senão vejamos. Quanto aos estudos prévios: É do domínio público que a Ota se fundamenta na necessidade de o PS retribuir aos seus financiadores os favores, os favorecimentos pessoais e o financiamento partidário que o e os conduziu ao poder. Quanto ao financiamento da obra: Também não é segredo para ninguém que as obras em Portugal são pagas pelos do costume; No caso da Ota, as obras são pagas pelos otários do costume. No entretanto, o financiamento corre por conta dos bancos, no caso a CGD. Mas como para endividamento interno é preciso endividamento externo, o Ota dos otários e o TGV dos tremvisionários, irá tão só endividar-nos externamente. Ora, Ota e TGV nada produzem para exportação de bens mas antes contribuem para a importação de bens e exportação de divisas. Por tudo isto, verifica-se que são duas grandes rampas de relançamento da economia nacional. Infelizmente esqueceram-se de que as rampas têm dois sentidos: um descendente e outro ascendente. Certamente por descuido, mas bem intencionado, alguém colocou esses dois megaprojectos na rampa, mas no sentido... descendente. Otários e tremvisionários, não seria melhor pagarem as vossas facturas com o vosso porta-moedas? Ou mesmo em géneros...
Claro que os milhares, que votaram Socrtes, são os dorminhocos do costume. Claro que a choldra do PS, se está a esquecer è que Bruxelas deu 3 anos e eles passam depressa e com as asneiras que o Socrtes executa, não vai chegar aos 6 meses o trabolhão que vai dar. Começem a deitar aqui para fora o orçamento de 2006, se conseguirem~ acabar o de 2005, não existe mais leite na vaca para ir buscar. Dai até uma insobordinação civil, è um passo, j´a perderam nessa alturas as eleições municipais e o descalabro vem com as presidenciais QUANTO ISSO VAI CUSTAR AO PAÍS?
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