O REMOINHO: Estavamos na praia, a quarenta metros da beira-mar. Ouvimos os primeiros roncos dos helicópteros (ou pelo menos com isso se pareciam) segundos antes de os podermos ver. Eram quatro coisas planas, cada uma com uma hélice numa das extremidades e uma grande na barriga. Puseram-se a pairar em cima do mar, a cerca de 200 metros da praia. Ninguém compreendia nada. Lembrei-me de correr e subir a um pequeno barranco, o que me permitiu ver de cima o que se estava a passar. A certa altura, o remoinho no mar, sob a reunião de máquinas voadoras, começou tomar forma. Elas continuavam o seu trabalho ele cresceu, cada vez mais cavo e profundo. Ao fim de uns minutos os meus olhos, que já eram da cor do mar, fixaram-se noutra cor. As águas separaram-se e o centro do remoinho descobriu o fundo de areia parda. E lá estava, desenhado com longas pedras, enorme, o símbolo. Há quanto tempo eles cá estão? Quando vieram? E agora que os descobrimos, o que nos vai acontecer? Mas sobretudo, por que só agora o sabemos?
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