AMIGOS, AMIGOS ...(parte II): Quando um casal vive junto há vinte anos e faz sexo, não é sexo entre amigos? Nos dias de hoje, Marx e Engels já não nos ouvem, por isso podemos deixar de lado as velhas teorias da concentração latinfundiária. Dois colegas que trabalham há dez anos e se estimam, arruinam a sua amizade se forem para a cama, dizem os psicólogos. Isso era dantes. Se tiverem juízo, não só alegram enormemente as suas vidas como as vidas dos que os rodeiam. O óbice reside na ainda entranhada mania que o sexo significa muita coisa. Vendo TV e cinema, lendo livros e revistas cor-de-rosa, não sei por que razão essa mania persiste. Para os velhos gregos, a paixão sexual era uma maçada excitante, mas nem por sombras algo de extraordinário, razão pela qual apenas algumas comédias se dedicavam ao trabalho das partes pudibundas. Se eu gostar do riso da minha amiga, da inteligência dela, do gaspacho que ela faz e se ainda por cima ela me atrair sexualmente, claro que continuamos amigos no dia seguinte em caso de . Este sexo é decente, não é casual, não assusta moralistas nem libertários. Se outros não gostarem, a culpa não é do sexo, é dos outros; se um de nós amuou porque queria mais alguma coisa e a relação esfriou, a culpa não foi do sexo: foi da falta dele.
Nota: vejo que os leitores/comentadores concordam comigo e discordam dos psicólogos. É bom sinal. Discordo da opinião da Teresa num pormenor: a amizade pós-relacionamento é uma coisa diferente, já se avançou por outros terrenos, bastante mais intímos.
Olá! Visite o meu novo blogger: http://ilustrada-ppg.blogspot.com/ e meu site: http://www.ilustrada.ppg.br/ Me ajude a divulgar! Desde já agradeço! E gostaria de fazer novas amizades! Abraços !
Pergunto-me seriamente qual a razão destes 2 posts: 1ºmensagem/convite a alguém? 2ºDesculpabilização própria ou próxima? 3ºremake do "make love not war"? Será que é lícito também com uma amiga da casa? Aguardo ansiosamente o episódio III.
HUMM...não sei. Estive numa relação onde acabamos por dar conta que tinhamos somente uma amizade em comum, perdeu-se o "desejo" um do outro e pronto, separamo-nos. Portanto, neste assunto, não creio que se deva discordar de ti, nem do psicologo, ambos no fundo têm a sua razão.
Há dois tipos de posts que eu não aprecio particularmente em ti, estes e os do consultório, por mais alegóricos que sejam. Bom, mas parece que sou o único
O post já "deu" mas ainda cá venho. Para ajudar a operação guerra ao jet lag (por falar nisso, mas que pós- aterragem este, mais bizarro, que eu fui escolher e logo hoje). Mas quanto ao tema: -Pois é, estas coisas quando sobem às abstracções, tornam-se tudo o que sabemos: subjectivas, polissémicas, e por isso estéreis. Cada um fala de sua coisa e julgamos estar todos a falar do mesmo. E, vendo bem, até que essas ambiguidades não são afinal um acaso. O comentário sofre das mesmas limitações do objecto comentado: et pour cause. Não, eu continuo a achar que esta cena dos amigos é a coroa de louros que se ganha e merece se nos portarmos... bem e com juizinho. É uma condecoração do 10 de Junho! Coisa de muita sabedoria. É como chegar finalmente ao topo da montanha e ver o que há para o lado de lá, calmamente,sem-pré-aviso, encontrando o que nunca se imaginou (porque nada se esperou).Isto significa que, definitivamente, não é também "coisa" para qualquer amigo/a. É até certamente para muito, muito pouco/as (e isto se os houver...).E talvez só tenha sentido em certa fase da vida. Nenhum caloiro distingue um bouquet mesmo com o copo em fente do nariz.Há que beber muito e apanhar umas torcidas antes...
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